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A escassez de transporte de eleitores durante o pleito deste domingo (25) configura um grave atentado contra a democracia. Esta é a análise do advogado Guilherme Gonçalves, membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Política (ABRADEP).
Em entrevista à Agência Brasil, o professor exigiu rigor na responsabilização dos gestores encarregados pela frota. A legislação determina que a circulação de ônibus nos dias de votação siga os parâmetros operacionais de um dia útil comum.
O especialista destacou que a situação observada em localidades como Salvador e São Paulo não atinge um oponente específico, mas o próprio sistema de votação. Para ele, a frota reduzida em dia de eleição revela uma ação premeditada.
Impactos operacionais e políticos
Gonçalves classificou como inaceitáveis as desculpas operacionais usadas para justificar a baixa circulação de veículos. Em Salvador, a frota caiu drasticamente, gerando forte repercussão na mobilidade urbana local.
O jurista alertou que tais manobras para beneficiar grupos políticos específicos acabam por comprometer a integridade de todo o pleito. Ele defende investigações profundas para punir os envolvidos de forma exemplar.
Críticas à postura do tribunal
O especialista também apontou lentidão por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em adotar medidas enérgicas diante dos problemas relatados desde o período da manhã.
Segundo o advogado da OAB, a intervenção do Supremo Tribunal Federal (STF) ocorreu tardiamente, evidenciando lacunas institucionais que exigem apuração rigorosa para restaurar a confiança pública.