A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro confirmou um caso de raiva em um cão na Zona Oeste da capital fluminense, após o animal ter tido contato direto com um morcego. O diagnóstico foi registrado no bairro de Santa Cruz, resultando na eutanásia do canino e no monitoramento preventivo de todas as pessoas expostas.

Apesar do alerta emitido pelo órgão estadual, a Secretaria Municipal de Saúde informou que nenhuma infecção humana foi identificada na região. A raiva é uma zoonose viral grave, caracterizada por provocar inflamação cerebral progressiva e apresentar taxa de letalidade próxima de 100% após o surgimento dos sintomas.

Históricamente, os registros mais recentes de transmissão do vírus para humanos no estado do Rio de Janeiro ocorreram nos municípios de São José do Vale do Rio Preto, em 2006, e Angra dos Reis, em 2020. Em ambos os episódios, a contaminação teve origem em morcegos.

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Alerta para a vacinação de pets

Diante do diagnóstico, o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ), Diogo Alves, reforçou a urgência de manter a imunização dos animais de estimação em dia. A aplicação anual da vacinação antirrábica em cães e gatos é a principal medida de proteção coletiva.

A recomendação das autoridades é impedir que animais domésticos transitem livremente pelas ruas. Durante os passeios, cães devem usar obrigatoriamente guia e coleira. Já os gatos precisam ser mantidos em ambientes domiciliares protegidos por telas de segurança.

Caso um cão ou gato apresente salivação excessiva, alteração comportamental repentina ou paralisia, a vigilância em saúde deve ser notificada imediatamente. Médicos-veterinários também devem reforçar o uso de equipamentos de proteção individual no atendimento a suspeitos.

Cuidados essenciais com morcegos

Morcegos encontrados durante o dia ou em locais incomuns, como pisos e cortinas, podem estar infectados pelo vírus. O CRMV-RJ alerta que a população jamais deve tocar ou tentar capturar esses animais, devendo acionar diretamente o serviço de zoonoses do município.

A Secretaria de Saúde ressalta que, apesar do risco de transmissão, os morcegos pertencem à fauna silvestre e são protegidos por lei. Eles cumprem papel ecológico fundamental na polinização, dispersão de sementes e controle de insetos.

Orientação em caso de agressão

Em episódios de mordidas, arranhões ou contato de saliva com mucosas provocados por mamíferos, a orientação é lavar o local com água e sabão e buscar atendimento médico imediato. A equipe de saúde avaliará a aplicação de vacina ou soro antirrábico.

Quando a agressão for causada por cães ou gatos conhecidos, o animal deve ficar em observação isolada por 10 dias. Se o pet apresentar alterações de comportamento, adoecer ou morrer, o serviço de saúde precisa ser avisado sem demora.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil