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Terça-feira, 21 de Julho 2026
Notícias/Economia

Reajuste do diesel evidencia fragilidades do mercado nacional, avalia FUP

A federação dos petroleiros cita a alienação de refinarias e a privatização da BR Distribuidora como fatores que expõem a vulnerabilidade do setor.

Reajuste do diesel evidencia fragilidades do mercado nacional, avalia FUP
© Marcello Casal jr/Agência Brasil
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) manifestou que o recente aumento no preço do diesel, divulgado pela Petrobras nesta sexta-feira (13), revela "severas deficiências na configuração do mercado de suprimento de combustíveis no Brasil".

Conforme a entidade, a comercialização de unidades de refino e a desestatização da BR Distribuidora, ocorridas em 2019, são ilustrações dessas restrições.

A FUP preconiza que a Petrobras expanda sua capacidade de refino no país e reforce sua atuação em todas as etapas da cadeia produtiva do setor, englobando a distribuição e a comercialização.

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"Uma Petrobras com atuação integrada garante maior segurança no abastecimento, diminui a suscetibilidade do Brasil a flutuações internacionais e colabora para uma formação de preços de combustíveis mais estável no cenário nacional", afirma um excerto do comunicado.

Reajuste

O preço do diesel comercializado para as distribuidoras sofrerá um acréscimo de R$ 0,38 por litro a partir deste sábado (14). Em nota oficial, a empresa estatal detalha que o valor médio do diesel praticado para as distribuidoras subirá para R$ 3,65 por litro, e a parcela da Petrobras no custo do diesel B atingirá, em média, R$ 3,10.

O diesel A é a versão pura vendida diretamente das refinarias, antes de ser combinado com biocombustíveis. Por outro lado, o diesel B é a modalidade disponibilizada nos postos para o consumidor final, após a realização da mistura compulsória pelas distribuidoras.

A empresa esclareceu que o aumento no preço do diesel foi parcialmente amortecido por iniciativas governamentais, divulgadas na quinta-feira (12), destinadas a frear a elevação dos custos do combustível. Contudo, a valorização do petróleo no cenário global, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio, continua a exercer forte influência sobre os valores.

A operação militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã completa duas semanas nesta sexta-feira. Em resposta, uma das possíveis retaliações iranianas seria o fechamento do Estreito de Ormuz, um corredor marítimo vital que conecta os golfos Pérsico e de Omã, localizado ao sul do Irã. Por essa rota estratégica, transita aproximadamente 20% da produção global de petróleo e gás.

O estrangulamento logístico nessa área intensifica a pressão sobre a oferta de petróleo no mercado mundial, resultando na valorização das cotações. Nesta sexta-feira, o contrato futuro do barril de petróleo Brent, que serve como referência internacional, estava sendo negociado próximo a US$ 100 (equivalente a aproximadamente R$ 520).

Há cerca de quinze dias, o valor do barril estava próximo de US$ 70, indicando um aumento de aproximadamente 40% nesse período. O Irã, inclusive, já havia alertado a comunidade global para a possibilidade de o petróleo atingir a marca de US$ 200.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
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