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Terça-feira, 21 de Julho 2026
Notícias/Economia

Mercado financeiro projeta inflação de 4,02% para 2026, com redução nas estimativas

As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) indicam um crescimento de 1,80% em 2026 e 2027, alcançando 2% em 2028.

Mercado financeiro projeta inflação de 4,02% para 2026, com redução nas estimativas
© Marcello Casal JrAgência Brasil
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O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (19), revelou que o mercado financeiro ajustou para baixo suas expectativas para a inflação brasileira em 2026. A nova projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) aponta para 4,02% ao final do ano, uma redução em relação aos 4,05% previstos na semana anterior e aos 4,06% de quatro semanas atrás.

O IPCA, que baliza a inflação oficial do país, mantém as estimativas para 2027 e 2028 inalteradas por 11 semanas consecutivas, fixando-se em 3,80% e 3,50%, respectivamente.

Meta de inflação

O Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu a meta de inflação para os anos de 2025 e 2026 em 3%. Essa meta possui um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que significa que os limites são de 1,5% (inferior) e 4,5% (superior).

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Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação de dezembro registrou alta de 0,33%, superando o 0,18% do mês anterior. Com isso, o IPCA de 2025 encerrou o período em 4,26%, permanecendo dentro da meta governamental.

Juros

Os demais indicadores acompanhados pelo Boletim Focus demonstram estabilidade em comparação com as edições anteriores.

No que tange à taxa básica de juros, a Selic, o mercado financeiro mantém a projeção de 12,25% para o fim de 2026, um patamar que se sustenta há quatro semanas consecutivas. Atualmente, a Selic está em 15%, seu ponto mais elevado desde julho de 2006, quando atingiu 15,25%.

Para 2027, a expectativa do mercado financeiro indica uma Selic de 10,50%, uma projeção que se repete há 49 semanas. Já para 2028, houve uma revisão para cima nas estimativas da taxa básica de juros, que passou de 9,88% na semana passada para 10%.

Essa tendência de elevação nas projeções para a Selic em 2028 já havia sido notada em boletins anteriores. Na semana passada, a estimativa era de 9,88% para 2028, e há quatro semanas, as projeções apontavam para uma Selic de 9,75% para o mesmo ano.

Variações da Selic

Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) decide elevar a Selic, o objetivo principal é frear a demanda excessiva na economia. Isso gera um encarecimento do crédito e incentiva a poupança, o que, por sua vez, pode dificultar a expansão econômica.

É importante ressaltar que os bancos, ao definirem as taxas de juros aplicadas aos consumidores, consideram outros elementos além da Selic, como o risco de inadimplência, a margem de lucro e as despesas administrativas.

Por outro lado, a redução da taxa Selic tende a baratear o crédito, estimulando a produção e o consumo. Contudo, essa medida também pode diminuir o controle sobre a inflação, ao mesmo tempo em que impulsiona a atividade econômica.

Dólar

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, as projeções indicam um crescimento de 1,80% para a economia brasileira em 2026, um percentual que se mantém inalterado há seis semanas.

Para os anos subsequentes, o mercado financeiro prevê uma expansão de 1,80% em 2027 e de 2% em 2028.

Quanto à cotação do dólar, as expectativas do mercado financeiro apontam para R$ 5,50 ao final de 2026, valor que se sustenta há 14 semanas e é também projetado para 2027. Para o ano de 2028, a estimativa é de que a moeda norte-americana atinja R$ 5,52.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil
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