O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recusou por 5 votos a 2 o recurso com o qual o candidato José Roberto Arruda (PSD) tentava permanecer na disputa pelo governo do DF.

A decisão foi tomada nesta quinta-feira (24). Prevaleceu o voto do relator, ministro Dias Toffoli, pela rejeição da medida.

Acompanharam o entendimento os ministros Ricardo Villas Boas Cueva, Sebastião Reis Júnior, André Mendonça e Kássio Nunes Marques.

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Ficaram vencidos os ministros Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha.

A maioria do colegiado entendeu que o político está inelegível.

Isso ocorreu devido a condenações por improbidade administrativa em colegiado a menos de oito anos.

O caso atraiu a aplicação da Lei da Ficha Limpa.

Com o resultado, o nome do político deve deixar as urnas rapidamente.

Entretanto, ainda há dúvidas se a remoção será efetivada.

O lacre das urnas eletrônicas começou na terça-feira (23).

Mais de mil equipamentos já passaram pelo procedimento que bloqueia mudanças nos dados.

Origem do caso

O candidato buscava reverter uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF).

O tribunal local havia negado o registro por unanimidade.

As condenações vieram da Operação Caixa de Pandora, que investigou corrupção no Distrito Federal em 2009.

A defesa argumentava que mudanças recentes na legislação garantiam o direito de concorrer.

Sustentação

O advogado José Eduardo Cardozo defendeu que havia dúvidas sobre a aplicação da norma.

“É aquela velha máxima: na dúvida, que prevaleça a democracia”, declarou na tribuna.

Por sua vez, o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, apontou interpretações equivocadas da defesa.

Toffoli reforçou que as causas de inelegibilidade continuam válidas independentemente de novas interpretações legais.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil