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A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realizou uma cerimônia nesta quinta-feira (9) para entregar diplomas póstumos a 23 estudantes e dois professores que foram mortos ou desaparecidos durante a ditadura militar. Entre os homenageados está Fernando Augusto da Fonseca, ex-aluno de economia que foi preso, torturado e assassinado pelo regime há 53 anos.
A iniciativa tem como objetivo principal preservar a memória histórica e oferecer uma reparação simbólica às famílias afetadas pelo autoritarismo. O evento destacou a importância de manter viva a luta pelos direitos democráticos no país.
Memória e resistência na universidade
Durante o evento, o reitor da UFRJ, Roberto de Andrade Medronho, ressaltou que a diplomação representa um compromisso institucional com a verdade e a justiça. Para ele, relembrar esses episódios é fundamental para fortalecer a democracia.
O ex-líder estudantil Franklin Martins também participou da solenidade. Ele enfatizou a coragem dos jovens que enfrentaram a repressão estatal na época, recusando a submissão mesmo diante de graves violências.
Homenagens e reconhecimento
O levantamento dos nomes foi conduzido pela Comissão da Memória e da Verdade da UFRJ, utilizando relatórios oficiais. O documento entregue aos familiares simboliza a conclusão de trajetórias acadêmicas que foram interrompidas pela violência de Estado.