O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a retirada parcial do sigilo das investigações sobre o caso Banco Master em Brasília. A medida atende a uma solicitação direta do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, após uma série de tensões internas no tribunal envolvendo decisões anteriores do relator do processo.

Com a nova determinação, 15 procedimentos investigativos ligados à instituição financeira deixam de ser confidenciais. O segredo de Justiça permanece ativo apenas sobre materiais e documentos sensíveis que possam comprometer diligências em andamento ou novas etapas da apuração policial.

A liberação dos autos permite que outros magistrados do STF tenham amplo acesso aos documentos, além de abrir o conteúdo ao escrutínio público. Essa movimentação ocorre em um cenário de forte desgaste institucional na Suprema Corte.

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Entenda a crise no STF

A crise se intensificou quando Mendonça divulgou supostas conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Na sequência, o relator ordenou o afastamento de Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal (PF), e de Leandro Almada, diretor de Inteligência Policial.

As decisões de Mendonça foram temporariamente suspensas pelo ministro Flávio Dino, que devolveu os cargos aos delegados federais. Diante do impasse, o presidente Edson Fachin interveio para anular as decisões de ambos os ministros, buscando reestabelecer a ordem processual.

O plenário do STF deve julgar o caso definitivo envolvendo as decisões de Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes no próximo dia 15 de setembro, conforme determinação de Fachin.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil