Espaço para comunicar erros nesta postagem
A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) alcançou um marco histórico ao se reeleger para a Câmara dos Deputados como a mulher mais votada do país. Com expressivos 1,5 milhão de votos no estado de São Paulo, a parlamentar consolidou sua liderança nas urnas ao se tornar a segunda deputada na história do Brasil a ultrapassar a marca de 1 milhão de votos para o cargo legislativo federal.
O desempenho histórico supera a antiga marca estabelecida nas eleições de 2018. Naquela ocasião, a ex-deputada Joice Hasselmann havia obtido 1.078.666 votos pelo eleitorado paulista, figurando até então como a única mulher a romper a barreira do milhão de votos na disputa para a Câmara.
Nascida em Franco da Rocha (SP) em 1992, a pedagoga iniciou sua trajetória na política institucional como vereadora na capital paulista antes de chegar ao Congresso Nacional. Atualmente, ela comanda os trabalhos da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na casa legislativa.
A trajetória de representatividade da deputada também é pioneira. Em 2022, ela e Duda Salabert (Psol-MG) foram as primeiras mulheres trans eleitas para o Parlamento federal. Salabert também garantiu novo mandato em Minas Gerais, figurando como a terceira candidatura mais votada do estado, com quase 230 mil votos.
Atuação contra a escala 6x1
Além do destaque eleitoral, a deputada se sobressai pela articulação política em temas trabalhistas de grande apelo popular. Em parceria com o Movimento Vida Além do Trabalho, ela liderou a mobilização que resultou no protocolo da PEC 8/2025, proposta que visa extinguir a escala de trabalho 6x1.
A proposta original de emenda constitucional sugere uma jornada semanal de 36 horas, distribuída em quatro dias de atividade e três de descanso. Em maio de 2026, a Câmara dos Deputados avançou no debate ao aprovar um texto substitutivo que unificou a iniciativa a outros projetos correlatos em tramitação.