Durante audiência na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (24), o professor Paulo Antunes Horta, da Universidade Federal de Santa Catarina, detalhou os alertas globais sobre o atual fenômeno El Niño e exigiu respostas urgentes do poder público.

O aquecimento das águas do Oceano Pacífico começou em junho e tem sido intensificado pelas mudanças climáticas.

Em setembro, as temperaturas atingiram marca recorde de 3°C acima da média diária.

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Segundo Horta, a anomalia coloca o evento atual entre os mais intensos da história.

O pico está previsto para novembro e pode gerar danos comparáveis aos de 1877.

Naquele ano, milhões de pessoas sofreram com fome e sede severas devido aos impactos climáticos extremos.

Impactos socioeconômicos globais

A Organização Mundial de Meteorologia projeta que o fenômeno siga ativo até fevereiro.

No Brasil, o cenário indica seca no centro-norte, chuvas intensas no centro-sul e calor generalizado.

Estudos do Climate Impact Lab estimam centenas de milhares de mortes por ondas de calor no mundo.

O Brasil aparece na quinta posição entre as nações mais vulneráveis aos efeitos projetados.

Horta alertou que a instabilidade climática ameaça diretamente a agricultura, a pecuária e a pesca.

Para o especialista, o Parlamento precisa assumir protagonismo na prevenção de tragédias.

O papel da legislação brasileira

Kenya Simões, consultora legislativa, afirmou que o país possui arcabouço legal robusto.

No entanto, o principal desafio continua sendo a aplicação prática das normas vigentes.

Entre as legislações citadas estão a Política Nacional sobre Mudança do Clima e regras de repasse de verbas.

Também foram mencionadas normas como a Lei 12.340/10, focada em resposta a desastres.

A especialista reforçou a importância da Política Nacional Proteção e Defesa Civil.

Novas diretrizes para planos de adaptação foram estabelecidas pela Lei 14.904/24.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Câmara