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A Meta, gigante tecnológica proprietária do Instagram, Facebook e WhatsApp, rejeitou o pedido do governo federal para estabelecer um canal direto voltado ao tratamento de denúncias de assédio, ameaças e bloqueios de contas de profissionais da imprensa.
A solicitação partiu do Observatório da Violência Contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, grupo ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O órgão governamental justificou a demanda citando frequentes queixas de suspensões e restrições sofridas por veículos e comunicadores. Em resposta, a companhia de tecnologia recusou a medida.
A justificativa da Meta envolveu barreiras operacionais, técnicas e jurídicas, além do receio de assumir novas responsabilidades regulatórias. A corporação defendeu que suas ferramentas padrão de atendimento já atendem a demanda.
Dados sobre violência digital
As secretarias do Ministério da Justiça destacaram que dados da Coalizão em Defesa do Jornalismo apontam mais de 14 mil ataques digitais contra profissionais da imprensa no primeiro turno.
A organização CTRL+Z também contabilizou milhares de restrições a conteúdos políticos. Para o governo, tais episódios ameaçam o debate público e a liberdade de expressão.
O ministério reforçou que os recursos gerais disponibilizados pela plataforma não suprem a urgência de ferramentas específicas de amparo à imprensa, fundamentais para garantir o direito à informação da sociedade.