O ministro André Mendonça, integrante do STF, ordenou nesta quarta-feira (9) a soltura de Romeu Carvalho Antunes, alvo da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em descontos associativos aplicados em aposentadorias do INSS. O investigado estava detido preventivamente desde o final de dezembro de 2025.

A medida cautelar imposta substitui o cárcere por monitoramento eletrônico por tornozeleira. Além disso, Romeu teve o passaporte retido, ficou proibido de sair do país e de estabelecer contato com os demais investigados ou testemunhas do caso.

O magistrado também impôs restrições de circulação. O suspeito não pode frequentar entidades associativas ligadas ao caso, nem acessar dependências do INSS ou da Dataprev. Qualquer viagem para fora de sua comarca de residência exigirá prévia autorização judicial.

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Segundo o ministro, a manutenção da prisão integral perdeu a necessidade. Mendonça destacou o avanço das apurações, o controle telemático dos passos do investigado e o afastamento dos locais onde os crimes teriam ocorrido como justificativas para a mudança.

Quadro de saúde frágil

A defesa apresentou relatórios médicos que influenciaram a decisão. O investigado precisou de internação hospitalar em Brasília após sofrer complicações decorrentes de cálculos renais obstrutivos, gerando quadros de febre e fortes dores.

Para o magistrado, a condição clínica delicada relatada pelos advogados reforça a necessidade de cuidados médicos externos, somando-se aos argumentos para a revogação da custódia preventiva.

Vale destacar que a Procuradoria Geral da República (PGR) posicionou-se contrária à liberação. O órgão ministerial apontou que a gravidade das acusações justificaria a manutenção da ordem pública e a proteção das investigações.

Outra soltura na mesma data

No mesmo despacho, Mendonça autorizou a libertação de Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho. Ex-procurador-geral do instituto, ele é indiciado pela Polícia Federal por envolvimento no esquema de desvios.

A liberdade do ex-procurador também veio acompanhada de restrições rigorosas, incluindo uso de equipamento eletrônico de localização e proibição de aproximação de órgãos públicos federais investigados.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil