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Aos 91 anos, a política Luiza Erundina tornou-se a deputada estadual mais velha a vencer o pleito em todo o país em 2026. Ela vai ocupar uma das cadeiras da Assembleia Legislativa de São Paulo.
A ex-prefeita da capital paulista alcançou a 13ª colocação com 169.567 votos para iniciar seu mandato em 2027. No estado, superou o deputado Eduardo Suplicy (PT), de 85 anos, que detinha o posto de mais velho na Alesp.
Nascida em Uiraúna, na Paraíba, Erundina possui formação em Serviço Social pela UFPB e é mestre pela FESP-SP. Em 1989, entrou para a história como a primeira mulher de esquerda a chefiar a prefeitura paulistana.
Sua trajetória inclui sete mandatos como deputada federal, período em que integrou frentes parlamentares importantes. Ela participou da criação de fundos de habitação popular e de propostas para garantir direitos das mulheres.
Entre suas principais conquistas legislativas destaca-se a Lei das Brinquedotecas, que tornou obrigatória a instalação desses espaços em hospitais pediátricos. Também garantiu direitos às gestantes atendidas pelo SUS.
Experiência política
Para a cientista política Jacqueline Pitanguy, a vitória de Erundina combate o etarismo na política. Ela destaca que a longevidade pode vir acompanhada de sabedoria e tolerância na vida pública.
Pitanguy também enfatiza a trajetória de Erundina, que saiu do interior nordestino para administrar a maior cidade do país e agora atuará no legislativo estadual paulista.
Principais pautas
Na Alesp, a parlamentar pretende defender bandeiras históricas de sua carreira política:
- transporte e tarifa zero: mobilidade como direito e passe livre de qualidade;
- direito das mulheres, crianças e adolescentes: enfrentamento à violência;
- democratização da comunicação: informação plural e livre;
- participação popular e controle social: transparência na gestão;
- memória, verdade, justiça e direitos humanos: defesa da democracia;
- justiça social e políticas públicas universais: saúde e educação para todos.