Plataformas digitais permitiram a veiculação de anúncios políticos e recomendaram conteúdos de candidatos durante o primeiro turno, conforme aponta um estudo recente sobre o comportamento das big techs. A pesquisa foi conduzida pelo Observatório das Big Techs, ligado ao NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O levantamento identificou propagandas irregulares em redes como Meta, Kwai e Google. Além disso, TikTok e YouTube mantiveram recomendações ativas de vídeos políticos, desrespeitando as normas estabelecidas para o período eleitoral.

De acordo com as diretrizes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a propaganda paga na internet fica proibida desde 48 horas antes até 24 horas depois do pleito. A legislação também exige a desativação de algoritmos de recomendação para perfis de candidatos.

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Falhas na Meta e Kwai

Na Meta, os pesquisadores localizaram centenas de anúncios irregulares. O relatório também destacou peças falsas que simulavam comunicados oficiais da Justiça Eleitoral, induzindo eleitores ao erro ao sugerirem a possibilidade de votação remota.

Já no Kwai e no Google, o monitoramento encontrou conteúdos impulsionados fora do prazo legal e prazos de veiculação estendidos indevidamente para o dia da votação.

Transparência e respostas

O NetLab apontou que a falta de transparência e divergências nos dados fornecidos pelas ferramentas das empresas dificultam a fiscalização independente.

Procuradas, as empresas defenderam suas ações. A Meta afirmou que atua em conformidade com a legislação. O Kwai destacou sua operação especial de moderação. O TikTok ressaltou a remoção de vídeos com violações cívicas, enquanto o Google declarou que sua política proíbe anúncios políticos no Brasil e que agiu prontamente diante de eventuais falhas.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil