Uma nova análise do Unicef divulgada em setembro alerta que mais de 30 milhões de crianças e adolescentes no Brasil já estão vulneráveis a riscos climáticos extremos. O relatório aponta que a chegada do fenômeno El Niño entre 2026 e 2027 deve agravar severamente essa situação, ameaçando direitos básicos como saúde, educação e segurança alimentar em diversas regiões do país.

O levantamento indica que mais da metade da população infantojuvenil brasileira convive com múltiplas ameaças ambientais. Desse total, cerca de 16 milhões enfrentam três ou mais fatores de vulnerabilidade. O histórico recente do país demonstra a gravidade do cenário, com enchentes e secas extremas interrompendo o ano letivo de mais de um milhão de estudantes.

O El Niño altera as temperaturas do Oceano Pacífico, modificando os padrões de chuva globalmente. Com as mudanças climáticas provocadas pela ação humana, os efeitos do fenômeno tornam-se ainda mais destrutivos. Para o trimestre de primavera, especialistas preveem seca severa no Norte e Nordeste, enquanto a região Sul deve registrar tempestades acima da média.

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Segundo Danilo Moura, especialista em Clima e Meio Ambiente do Unicef, as consequências vão muito além dos dados meteorológicos. "Uma seca pode significar falta de água segura, fumaça e dificuldade para chegar à escola. Preparar os serviços públicos agora custa menos e evita que a emergência climática se transforme em uma tragédia para a infância", adverte Moura.

Impactos na saúde e educação

O calor extremo e as alterações de umidade elevam os casos de desidratação e a proliferação de doenças como a dengue. Além disso, a infraestrutura escolar fica comprometida por inundações ou falta de água. O Unicef defende que governos locais criem planos de contingência e estoquem insumos antes que o período crítico de isolamento de comunidades se inicie.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil