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O estudante cego Daniel Vidal Moura, de 13 anos, emocionou-se ao abraçar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília. Durante a homenagem de aniversário ao chefe do Executivo, o jovem morador da capital federal aproveitou os breves segundos para agradecer pelas políticas públicas nacionais e revelar o objetivo pessoal de presidir o Brasil no futuro.
Acompanhado do pai, o bancário Fernando Moura, de 46 anos, o garoto abriu mão do treino de futebol para participar do encontro. Daniel desejava transmitir uma mensagem clara ao presidente: os jovens precisam de incentivo constante para se engajar na vida política do país desde cedo.
Propostas e acessibilidade
Diagnosticado com Amaurose Congênita de Leber aos dois meses de vida, condição genética que lhe deixa com menos de 5% da visão, Daniel sempre foi estimulado pela família a manter uma rotina ativa. Essa vivência moldou sua postura crítica sobre as dificuldades cotidianas enfrentadas por pessoas com deficiência.
O jovem destacou a urgência em aprimorar a infraestrutura urbana brasileira, criticando pisos irregulares e locais sem rampas ou elevadores. Se tivesse mais tempo com Lula, o estudante sugeriria a criação de um ministério exclusivo para pessoas com deficiência, área atualmente contemplada por uma secretaria nacional no Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
Estudo e conscientização social
Para acompanhar as aulas na escola, Daniel utiliza um notebook equipado com teclado eletrônico em braille. Ele defende que o governo garanta o fornecimento desse tipo de recurso tecnológico a todos os estudantes que necessitam de apoio especializado.
Sua mãe, a servidora pública Raquel Vidal, de 45 anos, relata que o interesse do filho por geopolítica, história e economia começou na infância. Entre os avanços recentes do país, o adolescente comemora a saída do Brasil do Mapa da Fome e os índices reduzidos de desemprego.
Combate ao preconceito
A conscientização contra o capacitismo, o racismo e outras formas de discriminação é pauta frequente nos debates da família Vidal Moura. O jovem defende que a juventude compreenda a importância da luta por direitos e da construção de uma sociedade mais justa.
Concluindo suas reflexões, Daniel reforçou que a cobrança por melhorias e a transição do Brasil para a categoria de país desenvolvido dependem da participação cívica dos jovens. Para o futuro, seus pais desejam apenas que ele seja feliz e encontre boas oportunidades ao longo da vida.