Enquanto centrais sindicais celebram o fim da escala 6x1, entidades empresariais criticam a decisão e pressionam o Congresso Nacional por revisões na proposta aprovada na noite de quarta-feira (14).

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) classificou a mudança como uma vitória histórica da classe trabalhadora. Para a entidade, o novo modelo supera um formato arcaico e exaustivo que esgota a energia de quem produz as riquezas do país.

Em contrapartida, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que a medida gera um retrocesso econômico. O presidente da CNI, Ricardo Alban, solicitou que o Legislativo reavalie a PEC 221/2019 para evitar perdas de competitividade e alta inflacionária.

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A Força Sindical ponderou que o diálogo social foi essencial para a aprovação. Segundo Miguel Torres, presidente da central, a redução da jornada para 40 horas semanais trará mais qualidade de vida e tempo livre para as famílias brasileiras.

Por outro lado, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) lamentou o avanço da pauta. A instituição destacou que alterações estruturais exigem análises profundas sobre os reflexos na sustentabilidade das empresas.

Impactos na economia

A CNI projeta que a redução das horas trabalhadas pode elevar os custos de produção em até R$ 267 bilhões. Os cálculos também indicam uma retração de 0,7% no Produto Interno Bruto (PIB) e inflação média de 6,2%.

Apesar das projeções pessimistas do setor industrial, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima impactos mais moderados. O órgão aponta acréscimo de 1% nos custos gerais, podendo atingir 6,6% em setores específicos como vigilância e segurança.

Aprovação no Senado

O plenário do Senado concluiu a votação da matéria na noite de ontem com 75 votos favoráveis e apenas um contrário, após articulação que alterou o posicionamento de parlamentares da oposição.

O texto aprovado estabelece o descanso remunerado de dois dias na jornada 5x2 e reduz o limite semanal de 44 para 40 horas, prevendo um período de transição total de 14 meses para adaptação das empresas.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil