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Nesta segunda-feira (21), Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, histórias de superação na arte e no esporte destacam a luta diária contra o capacitismo no Brasil.
O fotógrafo mineiro Luciano Ambrósio, de 57 anos e morador da Ceilândia (DF), perdeu a visão aos 24 anos. Desde entäo, ele transformou sua rotina em imagens poéticas.
Luciano utiliza um software de voz no celular e mapeia o ambiente pelo corpo. Ele está prestes a lançar seu primeiro livro, com 120 páginas e 100 poesias.
Inclusão na prática
Nascido em Lajinha (MG), o fotógrafo mudou-se para Brasília em 2002. Durante uma oficina de fotografia inclusiva, aprendeu a registrar detalhes cotidianos.
Sua esposa, Edna Teodoro, relata episódios de preconceito no dia a dia. Ela relembra quando um atendente de shopping ignorou Luciano ao perguntar o pedido diretamente a ela.
Moda e resistência
A estilista goiana Juliana Santos, de 40 anos, enfrenta uma onda de ataques na internet e busca reparação na Justiça. Ela apresentou um vestido manifesto com 200 comentários ofensivos.
Na infância, Juliana sobreviveu a um incêndio que lhe tirou os dedos das mãos. Ela reforça que sua deficiência é apenas um detalhe diante de sua criatividade.
Esporte e superação
A professora Carolina Belfort dá aulas no Riacho Fundo (DF). Cadeirante, ela incentiva o esporte e a dança entre os alunos, enfrentando barreiras estruturais e de gênero.
Nas águas, a atleta surda Daniela Francescutti brilha na natação. Ela conquistou medalhas internacionais e transformou o esporte em seu templo de paz.
Conscientização
A secretária nacional dos direitos da pessoa com deficiência, Isadora Nascimento, defende um letramento social para combater termos pejorativos e ampliar políticas públicas.