Neste domingo, cerca de 158,7 milhões de cidadãos aptos vão às urnas em todo o país para as eleições de 2026, com o objetivo de escolher os novos representantes políticos do Brasil. A votação, organizada pela Justiça Eleitoral, ocorre das 8h às 17h (horário de Brasília) e definirá os rumos do Executivo e do Legislativo nacional e estadual.

O pleito mobiliza o maior eleitorado da história nacional. Caso seja necessário um segundo turno para os cargos de presidente da República e governador, a nova votação está programada para o dia 25 de outubro.

As decisões dos eleitores vão determinar quem ocupará cargos cruciais que impactam diretamente o cotidiano da sociedade. Áreas essenciais como saúde, segurança pública, educação, transporte, infraestrutura e economia dependem diretamente dessas escolhas nas urnas.

Leia Também:

Cargos em disputa e dinâmica de votação

Os cidadãos deverão registrar até seis votos na urna eletrônica. A escolha engloba os cargos de presidente e vice-presidente, governador e vice-goverrador, dois senadores por estado, além de deputados federais e estaduais ou distritais.

Para evitar erros e agilizar o processo, a Justiça Eleitoral estabeleceu uma ordem oficial de votação na cabine:

  • deputado federal (quatro dígitos)
  • deputado estadual ou distrital (cinco dígitos)
  • primeiro senador (três dígitos)
  • segundo senador (três dígitos)
  • governador (dois dígitos)
  • presidente da República (dois dígitos)

Como duas vagas para o Senado Federal estão em disputa por unidade da Federação, cada eleitor precisa escolher obrigatoriamente dois candidatos diferentes para o cargo nesta votação.

Recomendações importantes para o dia do voto

A Justiça Eleitoral orienta que os cidadãos verifiquem com antecedência o local de votação e a situação cadastral. O uso do aplicativo e-Título é recomendado para facilitar o acesso às informações digitais do eleitor.

Levar uma cola de papel com os números anotados ajuda a acelerar o fluxo nas seções. Vale lembrar que é expressamente proibido portar aparelho celular dentro da cabine de votação.

Antes de confirmar a escolha, o eleitor deve conferir a foto, o nome e a legenda do candidato na urna eletrônica. Se houver equívoco, basta acionar a tecla "Corrige" para reiniciar o preenchimento.

Perfil do eleitorado e volume de candidaturas

Do total de votantes habilitados, a biometria já está cadastrada para 141.321.493 pessoas, representando 89,01% do eleitorado. Entre os jovens com voto facultativo, registram-se 605,8 mil eleitores de 16 anos e pouco mais de 1 milhão de 17 anos.

A disputa conta com cerca de 21 mil pedidos de registro de candidatura. Mais da metade se concentra nas assembleias legislativas estaduais e na Câmara Legislativa do Distrito Federal, somando cerca de 11,7 mil concorrentes.

Para a Câmara dos Deputados, em Brasília, o Tribunal Superior Eleitoral contabiliza 7.803 candidatos disputando as vagas federais.

A consolidação do sufrágio e da democracia

O voto universal é uma conquista histórica recente no Brasil. No passado, restrições severas excluíram mulheres, analfabetos, indígenas e cidadãos de baixa renda do processo de escolha de seus governantes.

Durante o regime militar, direitos políticos foram suspensos e eleições diretas foram canceladas. Apenas em 1985 os analfabetos recuperaram o direito de votar, direito este consolidado definitivamente na Constituição de 1988.

Hoje, cabe à Justiça Eleitoral garantir a integridade desse processo. Em campanha institucional, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforça que o voto representa a expressão máxima da cidadania e da soberania popular.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil