Nesta quinta-feira (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva promulgou três importantes projetos de lei, visando intensificar as ações de combate à violência contra a mulher. A seguir, detalhamos as principais inovações dessas legislações.

Monitoramento eletrônico de agressores

O Projeto de Lei 2.942/2024 introduz uma modificação na Lei Maria da Penha, tornando o monitoramento eletrônico de agressores uma medida protetiva independente em situações de violência doméstica.

Anteriormente, a Lei Maria da Penha previa o monitoramento apenas como uma alternativa. Com a mudança, as vítimas também terão a possibilidade de utilizar um dispositivo de segurança que as alertará sobre a proximidade do agressor.

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De acordo com informações divulgadas pelo Palácio do Planalto, os propósitos desta nova legislação são:

  • Aprimorar o controle sobre a execução das medidas protetivas;
  • Diminuir o tempo de reação em cenários de perigo;
  • Permitir ações preventivas utilizando a geolocalização.

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Tipificação do crime de vicaricídio

O Projeto de Lei 3.880/2024 incorpora a violência vicária no rol das formas de violência doméstica contempladas pela Lei Maria da Penha. Este tipo de agressão se manifesta através de atos dirigidos a terceiros, como filhos, dependentes ou pessoas ligadas à vítima, com a finalidade de provocar sofrimento psicológico na mulher.

Adicionalmente, a proposição criminaliza o homicídio vicário no Código Penal, fixando uma pena de 20 a 40 anos de reclusão nos casos em que o delito for cometido contra:

  • Descendente;
  • Ascendente;
  • Dependente;
  • Enteado; ou
  • Pessoa sob a guarda ou responsabilidade da mulher.

A sanção penal poderá ser agravada se o crime for executado na presença da mulher, ou se a vítima for criança, adolescente, idoso ou pessoa com deficiência, ou ainda se houver desrespeito a uma medida protetiva de urgência.

Combate à Violência contra Mulheres Indígenas

O Projeto de Lei 1.020/2023 estabelece o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres Indígenas. Esta data comemorativa será observada anualmente no dia 5 de setembro.

Conforme comunicado pelo Palácio do Planalto, "embora possua um caráter simbólico, esta iniciativa desempenha um papel estratégico ao conferir visibilidade a uma realidade ainda subestimada nas políticas públicas e ao ressaltar a importância de abordagens específicas".

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil