O mercado financeiro elevou a expectativa para a inflação e revisou para baixo as projeções de crescimento econômico para 2026, conforme dados do boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Banco Central.

A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4,92% para 4,99%. Para 2027, a previsão avançou levemente de 4,3% para 4,31%, enquanto a projeção para 2028 permaneceu estável em 3,8%.

Este cenário de alta ocorre após o IPCA-15 registrar 0,7% em setembro, revertendo a deflação de 0,4% observada em agosto. Segundo o IBGE, o impacto principal veio do fim do bônus de Itaipu nas faturas de energia.

Leia Também:

PIB em queda

Pela terceira semana consecutiva, economistas reduziram o otimismo com o Produto Interno Bruto (PIB). A expectativa para 2026 caiu de 1,88% para 1,86%. Há um mês, a previsão era de 1,92%.

Para os anos seguintes, o movimento de retração foi mantido: a projeção para 2027 passou de 1,43% para 1,41%, enquanto a estimativa para 2028 recuou de 1,87% para 1,83%.

Selic e dólar

A taxa básica de juros, a Selic, segue projetada em 13,5% ao fim de 2026. O Banco Central utiliza essa ferramenta para controlar a inflação, equilibrando o custo do crédito e o consumo.

Quanto ao câmbio, a estimativa para o dólar manteve-se inalterada, com a moeda norte-americana projetada em R$ 5,20 para o final de 2026, R$ 5,28 em 2027 e R$ 5,30 em 2028.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil