Espaço para comunicar erros nesta postagem
A poucos dias do pleito eleitoral, a iniciativa ONU Mulheres divulgou um guia estratégico focado na salvaguarda e no fortalecimento do protagonismo feminino. A intenção principal é mobilizar partidos e postulantes a cargos públicos para que assumam compromissos reais com pautas essenciais para a população feminina.
O material recém-lançado compila dez diretrizes práticas. Entre os pontos centrais estão a busca pela equidade de gênero nos espaços decisórios, a erradicação de preconceitos e a consolidação de políticas voltadas à renda, assistência e justiça climática.
Todas as diretrizes apresentam recomendações aplicáveis pelo poder público. Gallianne Palayret, representante da entidade no Brasil, enfatizou que os candidatos precisam apresentar propostas estruturadas.
Conforme destacou a especialista, o país já conta com um histórico farto de discursos vazios. O que se busca agora são compromissos baseados em metas claras, previsibilidade orçamentária e prazos definidos de execução.
Dez eixos de atuação
1 - Assumir a paridade como meta. O plano estabelece prazos e indicadores numéricos para expandir a representatividade feminina em postos de liderança legislativa, cargos comissionados e diretórios partidários.
2 - Fazer valer as cotas eleitorais vigentes.
3 - Garantir a efetividade da Lei 14.192/2021 tanto no cotidiano quanto no ambiente digital.
4 - Estabelecer metas e recursos próprios para prevenção e combate à violência. Isso inclui educação igualitária, redes de atendimento especializadas, medidas protetivas ágeis e investigações rigorosas.
5 - Tratar o machismo como uma questão de interesse público, implementando campanhas contínuas e financiadas para desconstruir estereótipos.
6 - Assegurar formalização, remuneração justa e seguridade social para as trabalhadoras da área de cuidados.
7 - Promover igualdade salarial, emprego formal e proteção social para o público feminino.
8 - Direcionar recursos de financiamento climático diretamente aos protetores de territórios.
9 - Assegurar a presença equitativa de mulheres, com ênfase em indígenas, negras e quilombolas, na gestão de políticas ambientais.
10 - Avaliar o alcance real de qualquer iniciativa climática, aplicando critérios rigorosos de gênero e raça.