O saldo da caderneta de poupança apresentou uma queda em março deste ano, com um volume de saques superior aos depósitos. As retiradas líquidas atingiram R$ 11,1 bilhões, conforme divulgado pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira (9).

No decorrer do mês passado, os depósitos totalizaram R$ 369,6 bilhões, enquanto os saques alcançaram R$ 380,7 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas somaram R$ 6,3 bilhões, e o saldo geral da poupança se aproxima de R$ 1 trilhão.

A caderneta tem observado um fluxo de saques maior que depósitos nos últimos anos. Em 2023, as retiradas líquidas somaram R$ 87,8 bilhões, e em 2024, até o momento, R$ 15,5 bilhões. No ano anterior, o saldo negativo da poupança chegou a R$ 85,6 bilhões.

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No primeiro trimestre deste ano, a caderneta já acumula R$ 41,2 bilhões em retiradas líquidas. Um dos motivos para esses saques é a permanência da Selic – a taxa básica de juros – em patamares elevados, o que favorece investimentos com retornos mais expressivos.

Na reunião mais recente, em fevereiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC iniciou o corte da Selic, com uma redução de 0,25 ponto percentual anual. No entanto, diante das incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio, a autoridade monetária não descarta a possibilidade de reavaliar o ciclo de cortes, caso se faça necessário.

A Selic é a principal ferramenta utilizada pelo BC para assegurar o cumprimento da meta de 3% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é o indicador oficial da inflação no país. Quando o Copom eleva a taxa básica de juros, o objetivo é frear a demanda aquecida, o que impacta os preços ao encarecer o crédito e incentivar a poupança.

Em fevereiro, o aumento dos preços nos setores de transporte e educação levou a inflação oficial do mês a 0,7%, uma aceleração em relação aos 0,33% de janeiro. Contudo, o IPCA acumulado em 12 meses diminuiu para 3,81%, ficando abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

A divulgação da inflação de março, que poderá refletir os efeitos da guerra no Oriente Médio, está prevista para esta sexta-feira (10), a cargo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil