O deputado Guilherme Derrite (PP-SP) apresentou na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 2301/26, que propõe a inclusão de diversos delitos no rol dos crimes hediondos. A medida visa classificar o homicídio doloso, latrocínio, extorsão, roubo agravado e extorsão mediante sequestro, quando praticados por membros de organizações criminosas ou milícias privadas, como atos de extrema gravidade, sujeitos a penas mais rigorosas.

A proposta de Derrite busca modificar a Lei de Crimes Hediondos (Lei 8.072/90), incorporando tipificações criminais estabelecidas pela recente Lei Antifacção (Lei 15.358/26). A classificação como crime hediondo implica em um regime inicial de cumprimento de pena fechado, além de vedar a concessão de anistia, graça, indulto ou fiança.

O deputado Guilherme Derrite argumenta que a inclusão dessas práticas no rol de atos hediondos não constitui uma inovação conceitual, mas sim um reconhecimento da gravidade inerente a elas. Ele ressalta que "crimes de máxima gravidade, especialmente aqueles praticados no contexto do crime organizado ultraviolento, devem receber resposta penal compatível com sua elevada lesividade social", visando uma punição mais adequada.

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Tramitação e próximos passos

A tramitação do Projeto de Lei 2301/26 seguirá pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, além da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Com a aprovação do regime de urgência, a matéria poderá ser submetida diretamente à apreciação do Plenário da Câmara dos Deputados. Para que se torne lei, o texto necessita de aprovação tanto na Câmara quanto no Senado Federal.

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FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Câmara