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Logo após o primeiro turno das eleições, um ato convocado por estudantes da UFF em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, marcou o início das mobilizações de rua pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A manifestação surgiu da angústia de universitários com o resultado das urnas em outubro. O Centro Acadêmico Evaristo da Veiga e a Associação Atlética Acadêmica Camillo Guerreiro organizaram o protesto rapidamente.
Centenas de pessoas tomaram as ruas em uma noite chuvosa. Moradores e transeuntes se juntaram à caminhada que passou pela reitoria da instituição e retornou à Faculdade de Direito.
A preocupação principal dos alunos envolvia propostas de cortes e alterações administrativas nas universidades públicas. A reação estudantil buscou defender a autonomia e a integridade da educação superior no país.
A expansão dos protestos
O movimento inicial em Niterói ganhou força ao longo da semana. Alunos de outros cursos aderiram à causa, transformando a passeata em um ponto de resistência democrática.
Novas manifestações ocorreram em cidades como Brasília e Rio de Janeiro. A campanha popular focou na defesa da democracia e na ampliação do diálogo com eleitores indecisos para reverter o cenário político.
Especialistas apontam que o protagonismo jovem histórico se repetiu mais uma vez. A atuação nas ruas reafirmou o papel ativista das universidades em momentos decisivos para o futuro institucional brasileiro.