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A diretora da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Miriam Wimmer, defendeu nesta terça-feira (20) que a supervisão parental seja reforçada por pais e responsáveis nas plataformas digitais e redes sociais. O tema foi abordado durante um evento no Tribunal de Contas da União (TCU) com o mote “Conectar é preciso, proteger é essencial”.
Conforme o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (Lei nº 15.211/2025), as empresas de tecnologia precisam disponibilizar ferramentas gratuitas de controle aos responsáveis. Com a implantação do ECA Digital, as atribuições da ANPD cresceram para abranger a fiscalização e a orientação dessas diretrizes legais.
Saiba mais sobre a lei
Para a especialista, barrar materiais impróprios e negociar limites de uso de tela no ambiente doméstico são medidas viáveis. Ela ressalta que o desenvolvimento infantojuvenil é delicado e repleto de vulnerabilidades.
Rua perigosa
A representante da ANPD comparou o uso livre da internet por menores ao ato de deixá-los desprotegidos em uma via pública de risco. Segundo ela, o ECA Digital estabelece deveres claros para o poder público e para as corporações.
Contudo, a gestora enfatizou que o elo familiar precisa de amadurecimento, pois de nada adianta a legislação se os responsáveis entregarem celulares sem restrições a crianças pequenas.
Mais proteção
Miriam Wimmer também reforçou a necessidade de equilibrar a averiguação de idade com a privacidade, evitando coletas excessivas de dados e garantindo a segurança de direitos fundamentais.
O modelo brasileiro optou por criar pontos de controle e exigir a vinculação de contas de menores de 16 anos aos responsáveis, em vez de simplesmente banir o acesso dos jovens às plataformas digitais.