Um recente levantamento divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) aponta que muitos responsáveis ainda interpretam a palmada como uma ferramenta legítima de disciplina, e não como uma forma de violência. A pesquisa detalha a percepção de famílias em comunidades vulneráveis, evidenciando o desafio cultural de erradicar castigos físicos na primeira infância.

Durante o estudo, especialistas ouviram relatos de pais que separam o conceito de espancamento da prática do tapa cotidiano. Para Luiza Teixeira, especialista da instituição, o principal obstáculo é a naturalização da agressão disfarçada de correção.

Legislação pouco conhecida

Apesar dos doze anos da lei Menino Bernardo e das diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a normativa ainda circula timidamente entre os lares brasileiros. O levantamento reforça que o tema continua restrito à esfera privada, o que silencia comunidades e dificulta intervenções precoces da rede de proteção.

Leia Também:

Profissionais da educação e da psicologia destacam que o cérebro infantil está em pleno desenvolvimento. Desse modo, reações emocionais intensas exigem acolhimento e orientação, e não punições físicas que geram medo e confusão nos pequenos.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil