A violência eleitoral tem se manifestado de maneira preocupante no ambiente escolar brasileiro, com registros de agressões físicas, ofensas verbais e perseguições entre estudantes após o período de votação.

Um caso registrado em Itajaí, Santa Catarina, mostrou dois alunos de 15 anos usando a bandeira do Brasil como capa para atacar colegas que vestiam roupas vermelhas. Os jovens também fizeram críticas ao programa Bolsa Família.

Em paralelo, no Distrito Federal, um adolescente de 16 anos relatou perseguição escolar após declarar preferência política, situação que o obrigou a trocar de instituição de ensino para garantir sua segurança.

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Os episódios não se restringem à educação básica. Em Araguari, estudantes de medicina do Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos (Imepac) ofenderam colegas bolsistas e alunos que comercializavam produtos para complementar a renda.

Em nota oficial, a instituição de ensino destacou que repudia veementemente qualquer manifestação de intolerância, discriminação política ou preconceito socioeconômico dentro de suas dependências.

Casos fora das escolas

A polarização também atingiu menores fora das salas de aula. Em Fortaleza, um menino autista de 9 anos que vendia balas para ajudar a avó foi alvo de constrangimento em um bar por parte de uma influenciadora digital.

A mulher questionou a escolha política da família da criança e recusou-se a efetuar a compra após o garoto responder. A gravação gerou forte repercussão negativa nas redes sociais e motivou correntes de solidariedade.

A mobilização popular resultou em apoio financeiro e material para a família do menino, que vive na periferia da capital cearense e é criado pela avó desde o falecimento da mãe.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil