Três anos após a declaração da crise humanitária Yanomami, o governo federal, em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), planeja diversas atividades em Roraima. A agenda inclui, para esta quinta-feira (22), a abertura de uma nova instalação do Acnur no Centro de Referência em Direitos Humanos Yanomami e Ye’kwana (CREDHYY), localizado em Boa Vista.

Conforme o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), a proposta é consolidar a parceria entre o Brasil e as entidades internacionais, especialmente diante da crise humanitária venezuelana, focando na assistência e na proteção de populações indígenas, migrantes e refugiados na área.

A agenda comemorativa dos três anos da emergência Yanomami inclui sessões de avaliação, coordenações internas e diálogos com o poder judiciário. Tais ações sublinham o empenho do MDHC em promover uma atuação conjunta, a colaboração internacional e a defesa dos direitos humanos no cenário de acolhimento em Roraima.

Leia Também:

As iniciativas contarão com a presença da Organização Internacional para Migrações (OIM), agência da ONU dedicada a questões migratórias, e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Serão realizadas visitas a centros de acolhimento para indígenas e não indígenas, incluindo os locais da Operação Acolhida, em Boa Vista e Pacaraima.

Acompanhe as últimas notícias da Agência Brasil no WhatsApp.

Contexto da emergência Yanomami

A situação de crise humanitária que afeta os povos indígenas Yanomami e Ye’kwana foi oficialmente reconhecida em 20 de janeiro de 2023, com a decretação de emergência em saúde pública. Desde essa data, conforme informações do MDHC, o governo federal tem assegurado uma atuação constante e coordenada na Terra Indígena Yanomami.

O ministério detalha que a estratégia interministerial abrangeu operações de segurança para a remoção de invasores, medidas de controle e comando territorial, intensificação da fiscalização ambiental e suporte logístico às comunidades, totalizando mais de 9 mil ações executadas entre os anos de 2024 e 2026.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil