O projeto que restringe a compra de celulose branqueada por órgãos da administração pública federal está em tramitação na Câmara dos Deputados com o propósito de mitigar impactos ambientais na água.

A autora da proposta, deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS), argumenta que o branqueamento serve apenas a propósitos estéticos, sem agregar resistência ao papel, mas gerando resíduos poluentes persistentes na natureza.

A restrição abrange artigos de impressão, insumos gráficos, embalagens variadas e itens de higiene. A norma também vale para materiais empregados por companhias terceirizadas que prestam atendimento ao governo.

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Ficam vetados artigos que utilizem cloro elementar, compostos clorados ou agentes específicos para eliminação de metais em qualquer etapa do clareamento.

Exigências técnicas e exceções

Conforme a proposição, o produtor precisará fornecer uma declaração técnica para comprovar a proporção de fibra reciclada e virgem presente no artigo.

A vedação não alcança materiais reciclados, contanto que a fibra não passe por novo clareamento durante o reprocessamento, além de casos excepcionais de calamidade pública sem alternativas no mercado.

Tramitação no congresso

A iniciativa tramita em caráter conclusivo e passará pelo crivo de comissões temáticas na Câmara antes de seguir para o Senado.

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FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Câmara