Durante um ato realizado nesta quarta-feira (28) na Vila Cruzeiro, familiares cobraram esclarecimentos sobre os óbitos decorrentes da Operação Contenção. A mobilização ocorreu para relembrar as vítimas da incursão policial que resultou em 122 mortes nos Complexos da Penha e do Alemão, situados na zona norte do Rio de Janeiro, em outubro de 2025.

Tauã Brito, confeiteira e mãe de um jovem de 20 anos morto na ação, criticou duramente a letalidade e a desigualdade no tratamento estatal. Em seu discurso, ela destacou que a resposta ao crime não deve ser a execução sumária e apontou que o valor da vida humana não pode ser definido pelo endereço ou pelo CEP de cada cidadão.

A manifestação também serviu para cobrar avanços nas investigações criminais. Passado um ano da tragédia, os parentes relatam que ainda não tiveram pleno acesso aos laudos periciais e aos depoimentos prestados aos órgãos competentes logo após o ocorrido.

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Em paralelo ao ato, a Human Rights Watch divulgou um relatório apontando indícios de desvio de conduta por parte dos agentes durante a operação. A organização internacional destacou problemas como a manipulação de câmeras corporais e um alto percentual de disparos letais direcionados a regiões críticas dos corpos das vítimas.

Outras mães, como Maria Edvalda Cândida de Souza e Ana Paula Muniz, também uniram suas vozes para exigir respostas das autoridades. Elas reforçaram que o papel do Estado é prender e julgar com base na lei, rejeitando qualquer justificativa para a perda de vidas inocentes ou a falta de transparência nas apurações.

Além da cobrança por justiça, moradores e ativistas presentes na manifestação exigiram que o poder público vá além das operações policiais. Eles defenderam investimentos efetivos em serviços públicos, projetos sociais e proteção para a juventude que vive nas comunidades periféricas.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil