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Um relatório divulgado pela Human Rights Watch (HRW) revelou nesta quarta-feira (28) a existência de falhas severas na apuração das mortes decorrentes da Operação Contenção, realizada há um ano no Rio de Janeiro.
A incursão policial nos complexos da Penha e do Alemão resultou em 122 óbitos. O grupo foi formado por cinco agentes de segurança e 117 civis.
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Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública, apenas os casos referentes aos policiais foram concluídos até o momento.
Os inquéritos resultaram no indiciamento de 12 pessoas. Nove são suspeitas diretas pelos homicídios e três por articularem os ataques.
As 117 mortes de não policiais continuam sob investigação pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).
O documento da ONG detalha problemas na preservação de locais de crime e na análise técnica dos corpos.
Problemas na perícia
Conforme o levantamento, equipes periciais deixaram de ir aos locais das ocorrências. Vários corpos foram removidos sem o devido respaldo técnico.
A HRW também destacou que 118 armas apreendidas foram expostas sem protocolos de preservação de impressões digitais.
Manipulação de câmeras
O relatório aponta indícios de que agentes ocultaram ou direcionaram mal as câmeras corporais para evitar registros durante os confrontos.
A bateria de diversos equipamentos descarregou antes do término da operação, contrariando normas internas da corporação.
Indícios de execuções
Dados de necropsia analisados pela entidade indicam que 60% das vítimas civis foram atingidas por quatro ou mais disparos.
Além disso, dezenas de corpos apresentavam ferimentos na parte traseira, sugerindo disparos pelas costas.
A Secretaria de Segurança Pública afirmou em nota que as investigações sobre as 117 mortes prosseguem sob o acompanhamento do Ministério Público.