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Deputados federais de diferentes correntes políticas trocaram fortes acusações durante a sessão do Plenário realizada nesta quarta-feira (28), discutindo tanto os desdobramentos da reeleição de Lula quanto a recente viagem de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para território norte-americano.
Enquanto parlamentares governistas apontaram a permanência do senador no exterior como um claro abandono de suas bases e de sua liderança oposicionista, o grupo alinhado ao PL rebateu as acusações.
Defensores do Palácio do Planalto argumentam que o foco do Executivo deve se manter na entrega de pautas econômicas relevantes para o país.
O deputado Merlong Solano (PT-PI) declarou que a gestão federal precisa ignorar ruídos externos e concentrar esforços na conclusão do mandato atual e na preparação para o próximo ciclo administrativo.
Durante seu discurso, o parlamentar petista fez questão de listar conquistas recentes voltadas para o setor produtivo de menor porte.
Entre as iniciativas mencionadas estão a elevação no teto de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) e a anistia de débitos antigos junto à União.
Merlong também lembrou dos benefícios gerados pelo programa Desenrola 3, que garantiu descontos expressivos de até 90% para renegociação de dívidas, além da introdução do NanoMei.
Por outro lado, o deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA) avaliou que o recente pleito consolidou o apoio popular à democracia, interpretando a partida do senador oposicionista como uma estratégia para escapar de eventuais responsabilizações judiciais.
Na mesma linha, Dorinaldo Malafaia (PDT-AP) criticou a postura do parlamentar do PL, sustentando que ele abriu mão do capital político que detinha ao deixar o território nacional.
Em contrapartida, a bancada da oposição uniu forças para blindar o senador e refutar qualquer narrativa de fuga. O deputado Giovani Cherini (PL-RS) garantiu que a própria Polícia Federal atestou a regularidade da saída.
Segundo Cherini, o deslocamento ocorreu mediante convite oficial e o parlamentar estaria sob proteção diplomática devido a um suposto cenário de perseguição jurídica interna.
Reforçando o coro, a deputada Priscila Costa (PL-CE) rejeitou qualquer tese de desgaste junto aos eleitores conservadores, enquanto Luiz Lima (Novo-RJ) justificou o afastamento comparando-o a momentos históricos de exílio por segurança.