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Uma tragédia marcou o Dia Internacional da Mulher na capital paulista: uma mulher de 44 anos foi brutalmente assassinada a facadas pelo seu companheiro na noite de domingo (8), na zona leste. O crime chocou a cidade justamente em um período em que mulheres por todo o Brasil se manifestavam nas ruas contra a violência de gênero.
Conforme informações da Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo, equipes da Polícia Militar foram mobilizadas para a cena do crime, onde localizaram a vítima com graves lesões provocadas por arma branca. Apesar de ter sido prontamente socorrida e encaminhada ao Hospital Geral de São Mateus, a mulher não sobreviveu aos ferimentos.
A SSP também comunicou que o agressor se entregou espontaneamente em um batalhão da Polícia Militar (PM) horas depois, sendo detido. Ele foi então conduzido à delegacia, permanecendo à disposição da Justiça. A ocorrência foi formalmente registrada como feminicídio na 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Mateus.
Litoral paulista
No litoral paulista, outra ocorrência de feminicídio foi registrada em Praia Grande. Na manhã de sábado (7), a Polícia Militar foi chamada para intervir em uma situação envolvendo disparo de arma de fogo e uma discussão conjugal. Ao chegarem, os agentes encontraram uma mulher de 40 anos gravemente ferida. Apesar do rápido atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a vítima veio a óbito.
O responsável pelo crime, um homem de 46 anos, foi detido em flagrante. As autoridades apreenderam a arma utilizada e a motocicleta empregada na tentativa de fuga. Este caso foi categorizado como feminicídio e violência doméstica, sendo formalizado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande.
Recorde de feminicídios
O estado de São Paulo tem enfrentado um aumento preocupante nos registros de feminicídio. No ano passado, o número de vítimas atingiu o patamar mais elevado desde o início da série histórica, em 2018.
Ao longo de todo o ano de 2023, foram contabilizadas 270 vítimas, indicando um crescimento de 6,7% em comparação com 2022, quando o total foi de 253. Esses dados alarmantes estão publicamente acessíveis no portal da Secretaria da Segurança Pública (SSP) estadual.