Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Lei Complementar 238/2026 traz novas regras para o MEI, incluindo o perdão de débitos tributários federais. A legislação eleva o teto de faturamento e amplia contratações.

Chamado de Prospera MEI, o pacote também facilita a participação de pequenos negócios em compras públicas. Algumas das mudanças começam a valer em 2027.

Lula assinou ainda um decreto que dispensa os microempreendedores de emitir nota fiscal nas vendas para pessoas físicas. A norma abrange também os nanoempreendedores.

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O que muda?

As principais diretrizes estabelecem novas condições para o setor:

  • Perdão de dívidas: remissão de débitos federais, juros e multas.
  • Novo teto: limite anual de R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.
  • Funcionários: permissão para contratar até dois empregados.
  • Nota fiscal: fim da obrigatoriedade em vendas para pessoas físicas.
  • Dívidas bancárias: leilões com descontos por meio de instituições financeiras.
  • Compras públicas: maior acesso a licitações e contratações do governo.

Como funciona o perdão?

A medida abrange débitos constituídos até 13 de outubro de 2026. A estimativa do governo é que cerca de 3,6 milhões de microempreendedores sejam beneficiados.

Para manter o benefício, será preciso pagar em dia as guias do Simples Nacional nos primeiros seis meses e cumprir as exigências legais.

Novo faturamento e regras

O limite anual atual de R$ 81 mil subirá para R$ 110 mil em 2027 e alcançará R$ 140 mil em 2028. A medida evita que o empreendedor saia do regime simplificado rapidamente.

Além disso, a contratação de até dois funcionários exigirá o pagamento de ao menos um salário mínimo ou o piso da categoria profissional.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil