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A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou, nesta sexta-feira (26), mais três casos de sarampo no estado, envolvendo bebês com idades entre 6 meses e 1 ano. Diante do cenário epidemiológico, que eleva o total de casos para cinco em 2026, a pasta recomendou a aplicação da dose zero da vacina tríplice viral para crianças de 6 a 11 meses e 29 dias na capital paulista e em Guarulhos, visando intensificar a proteção contra a doença.
Os três novos infectados são dois meninos e uma menina, nenhum com histórico de viagens recentes, e duas das crianças não haviam sido vacinadas. Todos os pacientes evoluíram para a cura. Anteriormente, em 2026, São Paulo já havia registrado dois casos importados da doença, em um bebê de 6 meses e um homem de 42 anos, ambos sem histórico vacinal e que também se recuperaram.
A estratégia da dose zero da vacina tríplice viral serve como uma camada adicional de proteção para os bebês mais jovens. É importante ressaltar que essa dose não substitui o esquema vacinal regular, que prevê a primeira dose aos 12 meses e a segunda, preferencialmente com a vacina tetraviral, aos 15 meses de idade.
Além da recomendação da dose zero, o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP) implementou outras ações para conter a circulação do vírus do sarampo. Entre elas, destaca-se a vacinação de bloqueio, que imuniza rapidamente indivíduos que tiveram contato com os casos confirmados.
Houve também a intensificação da vacinação em áreas de grande fluxo populacional, como aeroportos, terminais de ônibus e estações de metrô e trens. O objetivo é interromper as cadeias de transmissão e reduzir o risco de reintrodução do vírus no estado de São Paulo.
Tatiana Lang, diretora do CVE-SP, enfatizou a importância da imunização. “O risco de reintrodução do sarampo no Brasil, associado à ocorrência de casos nas Américas e ao fluxo internacional de viajantes, reforça a necessidade de manter a vacinação em dia. São Paulo atua de forma preventiva, com intensificação da vigilância e ampliação das ações de vacinação para proteger a população”, afirmou.
A SES-SP mantém um monitoramento contínuo do cenário epidemiológico do sarampo e reforça que a vacinação é a principal ferramenta de prevenção. Atualmente, a cobertura vacinal no estado é de 85,32% para a primeira dose e de 72,06% para a segunda dose.
O sarampo e seus riscos
Apesar dos casos esporádicos, o Brasil mantém o status de país livre do sarampo, reconquistado em 2024. No entanto, a vigilância e a vacinação são cruciais para sustentar essa condição.
O sarampo é uma doença viral infecciosa aguda, altamente contagiosa e potencialmente grave. Sua transmissão ocorre principalmente por via aérea, através de gotículas respiratórias liberadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O vírus pode se espalhar rapidamente em ambientes com grande concentração de pessoas.
Os sintomas iniciais incluem febre, tosse, coriza, perda de apetite e conjuntivite, caracterizada por olhos vermelhos, lacrimejantes e fotofobia. Posteriormente, surgem manchas vermelhas na pele, que geralmente começam no rosto, atrás da orelha, e se espalham pelo corpo. A pessoa também pode sentir dor de garganta.
Em casos mais graves, o sarampo pode levar a complicações sérias como cegueira, pneumonia e encefalite, que é a inflamação do cérebro. A pele, em alguns casos, pode descamar.
A importância da vacinação
A principal forma de prevenção contra o sarampo é a vacinação, que é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e faz parte do calendário básico de vacinação infantil.
A primeira dose da vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola, deve ser administrada aos 12 meses de idade. A segunda dose é aplicada aos 15 meses, completando o esquema de proteção.
É fundamental que qualquer pessoa com até 59 anos que não tenha comprovante de imunização ou que não tenha completado o esquema vacinal procure um posto de saúde para atualizar sua carteira de vacinação, garantindo assim a proteção individual e coletiva contra o sarampo.