O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) apresentou publicamente o funcionamento interno da urna eletrônica nesta segunda-feira (3), no Rio de Janeiro, para demonstrar a auditabilidade e a segurança do equipamento antes das próximas eleições.

A iniciativa integrou a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação. O objetivo central do evento foi combater campanhas de desinformação e reforçar a integridade do processo democrático perante a imprensa e órgãos fiscalizadores.

Durante o encontro, o presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, destacou a transparência das etapas de auditoria e a blindagem do sistema contra ataques virtuais.

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"A urna eletrônica é segura. Não existe, nesse país, um sistema mais aberto, mais inspecionado e mais testado do que ela. O código-fonte é examinado por partidos, pela Ordem dos Advogados, pelo Ministério Público, pelas universidades, pelas Forças Armadas", ressaltou Tavares.

O Tribunal Regional Eleitoral apresenta a estrutura e demonstra testes da urna eletrônica para as Eleições de 2026. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Funcionamento da urna

O secretário de Tecnologia da Informação do TRE-RJ, Michel Kovacs, desmontou o aparelho e explicou a presença de camadas físicas e digitais de proteção. Segundo Kovacs, lacres especiais da Casa da Moeda deixam evidências visíveis caso haja qualquer tentativa de violação.

Além disso, o uso de biometria, assinaturas digitais e gravações simultâneas em mídias internas e externas garantem a retenção inviolável do voto. Em cenários de eventuais falhas técnicas, mídias de contingência asseguram a continuidade da votação na seção sem perdas de dados.

Kovacs reforçou que o equipamento opera de forma totalmente isolada, sem nenhuma conexão com a internet. Essa característica impede invasões cibernéticas externas durante o pleito.

O Tribunal Regional Eleitoral apresenta lado de dentro da urna e demonstra testes para as Eleições de 2026. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A produção dos aparelhos segue especificações rigorosas definidas pela própria Justiça Eleitoral. Embora empresas privadas sejam contratadas para a montagem, o fabricante não possui controle total sobre a ativação dos dispositivos.

O secretário de tecnologia da informação do Tribunal Regional Eleitoral Michel Kovacs apresenta a placa mãe, estrutura interna, mecanismos de segurança e testes da urna eletrônica para as Eleições de 2026. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Segurança do voto

Questionado sobre discussões acerca do voto impresso, Kovacs destacou que o modelo eletrônico foi implementado em 1996 justamente para erradicar fraudes históricas da apuração em papel.

A recontagem física de cédulas é descrita como um procedimento custoso, moroso e altamente suscetível a manipulações intencionais. "Tirar a máquina eletrônica seria um retrocesso para o país", concluiu o secretário.

O secretário de tecnologia da informação do Tribunal Regional Eleitoral Michel Kovacs apresenta a estrutura interna, mecanismos de segurança e testes da urna eletrônica para as Eleições de 2026. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil