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O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou nesta sexta-feira (19), em Roma, a alocação de US$ 5,8 bilhões para a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. Esta iniciativa, que conta com o apoio do governo brasileiro, visa intensificar os esforços de erradicação da fome e da miséria global.
O principal objetivo da Aliança é acelerar o progresso na erradicação da fome e da pobreza. Para isso, ela busca coordenar o apoio de seus membros a políticas e programas nacionais de grande escala, sempre baseados em evidências concretas.
Atualmente, a Aliança reúne uma vasta rede de mais de 215 membros. Entre eles, destacam-se mais de 107 países, 31 organizações internacionais, 14 instituições financeiras internacionais e mais de 63 organizações filantrópicas e não governamentais, demonstrando a amplitude de seu alcance.
Este novo aporte eleva o montante total de financiamento. Os US$ 5,8 bilhões somam-se aos US$ 4,1 bilhões já alocados no ano passado para diversos programas sociais em diferentes nações.
Com este total, os cerca de US$ 10 bilhões destinados em 2024 e no ano anterior representam 40% do objetivo de financiamento que o BID estabeleceu para até 2030, que é de US$ 25 bilhões.
Os fundos anunciados podem ser empregados tanto em empréstimos quanto em ações de cooperação técnica que envolvam doação de valores. A expectativa é que, na próxima semana, o BID detalhe a distribuição desses totais.
Serão divulgadas as discriminações para cada projeto financiado por país, além da separação entre os recursos doados e os valores concedidos como empréstimos a serem pagos.
Juros
Os empréstimos concedidos pelo BID ao setor público de diversos países têm sua estrutura de juros baseada na taxa diária de financiamento overnight garantido (SOFR). A essa taxa somam-se a margem de captação do próprio banco e o spread do empréstimo.
O spread representa a margem de lucro que a instituição obtém entre os recursos que capta e o crédito que concede aos mutuários.
Desde dezembro de 2022, o economista brasileiro Ilan Goldfajn ocupa a presidência do BID. Goldfajn já foi presidente do Banco Central do Brasil no período de 2016 a 2018, durante o governo de Michel Temer.
O BID é composto por um total de 48 países-membros. Desses, 26 são classificados como mutuários, localizados na América Latina e Caribe, e são elegíveis para receber financiamentos, incluindo o Brasil.
Os 22 membros restantes não são mutuários, o que significa que contribuem para a capitalização do banco, mas não recebem financiamentos. Entre esses estão países como os Estados Unidos, Canadá e diversas nações da Europa e da Ásia.
A liderança da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza é compartilhada por dois co-presidentes. São eles: Eva Granados, secretária de Estado para Cooperação Internacional da Espanha, e Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil.