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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, expressou nesta terça-feira (27) sua expectativa de que a proposta para o término da escala de trabalho 6x1 seja aprovada até o final do semestre em curso. Ele ressaltou o compromisso do governo federal em diminuir a jornada de trabalho semanal e proporcionar mais tempo livre aos cidadãos.
“Minha esperança é que esta matéria seja pautada para votação no Congresso Nacional, aprovada e sancionada pelo presidente Lula ainda neste primeiro semestre. Isso garantirá aos trabalhadores brasileiros a tranquilidade, o descanso necessário e a oportunidade de dedicar tempo à família, ao lazer e aos cuidados pessoais, que são fundamentais para todos”, declarou o ministro.
A coletiva de imprensa ocorreu após a participação de Boulos em um evento na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, que marcou a criação de um Grupo de Trabalho Técnico para a Maré, com a finalidade de elaborar políticas públicas para o Complexo da Maré, situado na zona norte carioca.
“Vamos pôr fim à escala 6x1 no Brasil. Esta é uma demanda essencial para o trabalhador brasileiro”, enfatizou.
Boulos informou que está colaborando com o Ministério do Trabalho para efetivar a mudança e que já se reuniu, e continuará a dialogar “nas próximas semanas”, com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre o assunto.
Apoio parlamentar e tramitação
A extinção da escala 6x1 é um dos pontos da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 8/2025, apresentada à Câmara dos Deputados em fevereiro do ano passado. O texto conta com o respaldo de 226 parlamentares, tendo a deputada Erika Hilton (PSOL/SP), colega de partido de Boulos, como autora e primeira signatária.
Questionado por jornalistas sobre a possível oposição de grandes empresários à alteração na jornada de trabalho, Boulos considerou que “a postura contrária dos grandes empresários não é uma surpresa”.
“Quando foi que grandes empresários defenderam os direitos dos trabalhadores? Nunca presenciei tal fato na história. Se dependesse deles, a jornada seria 7x0. Muitos deles, inclusive, não teriam permitido sequer a promulgação da Lei Áurea neste país”, criticou.
No final do ano passado, o Palácio do Planalto já havia implementado o “fim da escala 6x1” para os funcionários terceirizados que atuam na Presidência da República, incluindo equipes de copa e limpeza.
“Centenas de trabalhadores no Palácio do Planalto tiveram, em dezembro, o fim da escala 6x1 assinado. Atualmente, todos esses colaboradores atuam, no máximo, na escala 5x2”, garantiu Boulos.