A Comissão Especial na Câmara dos Deputados iniciou a análise de uma proposta crucial para a classe trabalhadora, que prevê o fim da escala 6x1 e a redução gradual da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. O acordo, selado nesta segunda-feira (25) entre o Executivo e a Câmara, estabelece um prazo de 60 dias após a promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para o início dessas mudanças significativas.

Com a implementação das novas regras, trabalhadores passarão a ter dois dias de folga semanal já no período inicial de transição. Nesse mesmo intervalo, a jornada será ajustada de 44 para 42 horas semanais. Doze meses após a promulgação da PEC, a carga horária será definitivamente reduzida para 40 horas por semana.

O anúncio oficial do acordo foi feito pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), que estava acompanhado dos ministros Luiz Marinho, do Trabalho e Emprego, e José Guimarães, de Relações Institucionais.

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O deputado Hugo Motta destacou que a transição para a nova jornada de trabalho será concluída em até um ano. Ele explicou que a redução de 44 para 40 horas semanais ocorrerá após uma etapa inicial de diminuição de duas horas. “Isso atende a um apelo da classe trabalhadora e também escuta o setor produtivo, concedendo um tempo para que os setores possam se organizar”, afirmou Motta.

Durante a abertura da reunião, o presidente da comissão, deputado Alencar Santana (PT-SP), expressou seu agradecimento ao empenho de Hugo Motta na condução da proposta. Ele ressaltou a importância da atuação governamental como um fator determinante para o progresso do debate.

“O atual cenário político, com um governo comprometido com a classe trabalhadora, foi um facilitador. Existe um conjunto de fatores que nos permite fazer história neste momento”, declarou Alencar Santana, enfatizando a relevância do contexto para a aprovação da medida.

Detalhes da transição da jornada de trabalho

Conforme a proposta, após a promulgação da PEC, as seguintes mudanças entrarão em vigor em 60 dias:

  • Início da escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso.
  • Redução da jornada de 44 horas semanais para 42 horas.

E, em um prazo de 1 ano:

  • A jornada de trabalho será reduzida de 42 horas para 40 horas semanais.

Assim, o trabalhador que atualmente cumpre 44 horas em seis dias terá o direito de realizar 42 horas em, no máximo, cinco dias de trabalho, após o período de 60 dias da promulgação. Doze meses depois, a jornada será ajustada para 40 horas semanais, resultando em 8 horas diárias em um regime de cinco dias de trabalho e dois de descanso (5x2).

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Propostas para microempreendedores individuais (MEI)

O presidente da Câmara, Hugo Motta, também adiantou uma proposta que visa autorizar os microempreendedores individuais (MEI) a expandir suas contratações e elevar o limite de faturamento anual.

Atualmente, a legislação permite que os MEI contratem apenas um funcionário e estabelece um teto de faturamento bruto anual de até R$ 81 mil para a categoria.

“Nossa intenção é progredir, possibilitando que esses empreendedores contratem mais pessoas, especialmente considerando a redução da jornada de trabalho. Isso representará um avanço significativo na busca pela formalização do trabalho”, detalhou Motta.

As alterações propostas para os MEI, bem como outras possíveis modificações para categorias profissionais específicas, serão debatidas após a aprovação da PEC. Essas questões serão abordadas em um projeto de lei com urgência constitucional, a ser encaminhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Após a promulgação da PEC, poderemos discutir as excepcionalidades que serão definidas em um projeto de lei, considerando as particularidades de cada setor. Nosso objetivo é evitar que esta medida gere dificuldades operacionais para serviços com especificidades distintas”, complementou Hugo Motta, reforçando a cautela na implementação.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil