Espaço para comunicar erros nesta postagem
Entre janeiro e agosto de 2026, a Central de Atendimento à Mulher, o Ligue 180, contabilizou 1.564 registros de violência política contra mulheres no Brasil. O montante revelou 1.581 violações distintas durante o ano eleitoral, evidenciando obstáculos enfrentados pelo público feminino na esfera pública.
Segundo o Ministério das Mulheres, o cenário reflete a expansão da misoginia e de estruturas patriarcais na sociedade. Especialistas alertam que tais condutas buscam afastar candidatas e líderes de espaços decisórios.
Perfil das vítimas e distribuição
Mulheres pretas e pardas concentram mais de 53% das ocorrências mapeadas. O estado de São Paulo lidera os indicadores absolutos, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais.
As agressões atingem detentoras de mandatos, ativistas e defensoras de direitos humanos. Os abusos englobam desde difamação e restrição de fala até ameaças graves.
Canais de denúncia
Vítimas e testemunhas podem buscar suporte gratuito no Ligue 180 por telefone, WhatsApp ou e-mail. Órgãos como o Tribunal Superior Eleitoral e o Ministério Público também recebem queixas.