O Brasil registrou a menor taxa de analfabetismo da sua história na população com 15 anos ou mais, conforme anunciado pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, em Fortaleza. O país contabiliza agora 8,4 milhões de indivíduos não alfabetizados, o que representa 4,9% do total populacional, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação (2025) do IBGE.

Este índice, o menor desde o início da série histórica em 2016, indica que o analfabetismo deixou de ser um problema estrutural no Brasil, de acordo com os critérios da UNESCO. O ministro ressaltou que este é um marco histórico na trajetória educacional do país, aproximando o Brasil da erradicação completa.

O anúncio ocorreu em um evento no Ceará, na presença de figuras políticas como o senador Camilo Santana e o governador Elmano de Freitas.

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Recomposição de matrículas na EJA

Segundo Barchini, a melhora significativa nos índices de alfabetização é fruto direto das políticas de recomposição de matrículas na Educação de Jovens e Adultos (EJA) implementadas desde 2023. Essas ações visaram reverter um cenário de estagnação que perdurava desde 2019, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

“Nós tivemos no ano passado 40 mil matrículas a mais do que nos anos anteriores. Isso já se mostra em resultados, já se mostra com a queda do analfabetismo”, comemorou o ministro da Educação.

Outros indicadores positivos

O ministro destacou também avanços inéditos em outros três indicadores educacionais:

  • Abandono escolar: redução de 61% desde 2022.
  • Reprovação: queda de 62% em nível nacional, associada ao aumento da frequência e engajamento estudantil.
  • Distorção idade-série: diminuição de 28% no número de alunos fora da faixa etária adequada para suas séries.

Barchini enfatizou que essas melhorias ocorreram sem comprometer a qualidade do ensino, evidenciando o impacto positivo das ações pedagógicas.

Ele também mencionou outras iniciativas federais em vigor desde 2023, como a expansão de escolas em tempo integral, a estratégia nacional de Escolas Conectadas para universalizar o acesso à internet e um aumento superior a R$ 40 bilhões na complementação da União para o Fundeb. O ministro destacou que o atual orçamento do MEC é o maior da história, refletindo um compromisso abrangente com o avanço educacional.

O programa Pé-de-Meia, coordenado pelo MEC e focado em incentivar financeiramente estudantes do ensino médio público, foi apontado como um fator crucial. O programa exige frequência escolar, o que tem levado os jovens a frequentarem mais as aulas e a se engajarem mais ativamente no aprendizado.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil