A Procuradoria-Geral da República (PGR) posicionou-se formalmente contrária ao afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, apontando a ausência de elementos sólidos para sustentar a decisão no Supremo Tribunal Federal.

O parecer foi enviado na noite de terça-feira (13) ao STF. O mesmo entendimento foi adotado em relação ao diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada.

O documento leva as assinaturas do procurador-geral da República, Paulo Gonet, do vice-PGR, Hildebrando Chateaubriand, e de outros dois subprocuradores.

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Para os representantes do órgão, a punição severa exigiria provas concretas de envolvimento em ilícitos.

A PGR reforça que a simples posição hierárquica não justifica a punição sem a indicação de condutas específicas e irregulares. A medida cautelar também representaria riscos à ordem pública.

Andrei e Almada haviam sido afastados em 8 de setembro por decisão do ministro André Mendonça, sob alegação de monitoramento irregular. O caso tramita no âmbito da Operação Compliance Zero.

As decisões posteriores geraram divergências na Corte, culminando na anulação dos atos pelo presidente do STF, ministro Edson Fachin, visando restabelecer a segurança jurídica.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil