Espaço para comunicar erros nesta postagem
A abstenção nas eleições gerais caiu de 33.469.244 no primeiro turno para 30.509.005 eleitores no segundo turno, o que representa uma diferença superior a 2,9 milhões de pessoas ausentes das urnas.
Percentualmente, a ausência de votantes recuou de 21,08% no pleito realizado em 4 de outubro para 19,22% neste domingo (25), considerando um total de 158.745.502 cidadãos aptos a votar no país.
Conforme informações oficiais da Justiça Eleitoral, o maior índice de ausência no domingo ocorreu entre os eleitores que votam no exterior, atingindo 58,37%. No âmbito estadual, o Acre liderou a taxa com 26,08%.
Menor taxa em duas décadas
Embora o primeiro turno tenha apresentado marcas elevadas, o desencalço desta etapa decisiva configurou o menor percentual de faltas dos últimos 20 anos. Em 2006, o índice de ausentes no segundo turno havia sido de 18,99%.
Historicamente, o recorde de menor abstenção desde a redemocratização ocorreu em 1989, quando 14,4% dos eleitores aptos deixaram de comparecer no segundo turno do pleito presidencial.
Retração em brancos e nulos
Além da diminuição no número de faltosos, o segundo turno também apresentou uma retração expressiva nos votos brancos e nulos em comparação ao início da disputa.
Os votos em branco somaram 1.430.496, o equivalente a 1,12% do total. Na primeira etapa, esse grupo havia contabilizado 2.300.798 registros, o que representava 1,84%.
Por sua vez, os votos nulos totalizaram 2.723.305, correspondendo a 2,12% dos votantes. No primeiro turno, o patamar havia alcançado 3.674.249 eleitores, ou seja, 2,93% do total geral.