O TSE determinou que a Meta apresente esclarecimentos, no prazo de 48 horas, sobre supostas restrições impostas às postagens da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão foi tomada neste sábado (10) após acusações de interferência digital e bloqueios no Instagram.

A ordem partiu do ministro Marco Aurélio Bellizze, que exigiu detalhes sobre possíveis limitações na distribuição de conteúdo, exclusões de recomendações e bloqueios geográficos nas redes sociais.

O magistrado destacou que os episódios ocorreram em um ambiente de acesso exclusivo da empresa. Por isso, a supervisão direta sobre os sistemas é necessária para garantir a transparência no pleito.

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Em nota oficial, a Meta admitiu falhas operacionais, mas classificou as acusações de favorecimento como infundadas. A companhia reforçou que cumpre a legislação e preza pela isonomia.

Reações da campanha

Representantes do Partido dos Trabalhadores apontaram que o controle corporativo sobre a infraestrutura de comunicação coloca a democracia em risco quando afeta a percepção pública.

A equipe do candidato citou dificuldades para impulsionar publicações e quedas abruptas nas visualizações. Além disso, planejam acionar a autoridade de proteção de dados.

Investigação sobre perfis falsos

A determinação judicial também exige que a companhia reporte quais medidas foram adotadas frente a 255 contas falsas criadas por inteligência artificial.

Segundo os registros da denúncia, tais contas acumularam cerca de 58 milhões de exibições, propagando ataques direcionados ao presidente e à primeira-dama Janja Lula da Silva.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil