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A balança comercial brasileira encerrou o mês de agosto com um saldo positivo de US$ 7,4 bilhões, crescimento de 23,8% na comparação anual. O avanço foi divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e impulsionado pelo bom desempenho do petróleo, café e grãos.
O resultado alcançado representa o terceiro maior saldo para os meses de agosto em toda a série histórica. A marca fica atrás apenas dos anos de 2023, quando atingiu US$ 9,6 bilhões, e de 2021, quando chegou a US$ 7,7 bilhões.
A corrente de comércio totalizou US$ 58,9 bilhões no período, estabelecendo o patamar mais elevado já registrado para o mês. As exportações somaram US$ 33,2 bilhões, alta de 12,2%, enquanto as importações cresceram 9,2%, somando US$ 25,8 bilhões.
Desempenho dos setores exportadores
O crescimento nas remessas ao exterior foi liderado pela indústria extrativa, acompanhada pela indústria de transformação e pelo agronegócio. Confira os resultados por setor:
- Indústria extrativa: US$ 8,3 bilhões (+16,4%);
- Indústria de transformação: US$ 17,2 bilhões (+10,2%);
- Agropecuária: US$ 7,4 bilhões (+11,4%).
Entre os destaques do período estão os minérios de cobre (+223,1%) e níquel (+120,7%), além de combustíveis (+61,6%), carne de aves (+40,5%) e café não torrado (+24,1%).
Por outro lado, o faturamento com minério de ferro recuou 10,8%, puxado pela queda nos preços e no volume negociado. As vendas de carne bovina caíram 19,7% após a atração do limite de cotas estabelecido pela China, que aplica sobretaxa de 55% sobre o volume excedente.
Principais mercados e importações
As vendas para o mercado externo cresceram na maioria das regiões globais. As exportações para a Europa subiram 22,1%, atingindo US$ 7,3 bilhões, enquanto a Ásia concentrou US$ 13,6 bilhões. Os envios para os Estados Unidos subiram 12,1%, apesar de novas tarifas de importação impostas ao país.
No tocante às importações, o avanço foi puxado por bens de capital (+29,3%) e de consumo (+15%), além de bens intermediários, que somaram US$ 15 bilhões (+3,1%).
Acumulado do ano e projeções
No acumulado de janeiro a agosto, o saldo da balança comercial chegou a US$ 55,3 bilhões, alta de 28,2% sobre o ano passado. Trata-se do segundo melhor desempenho histórico para o período.
O Mdic revisou a projeção oficial de superávit para este ano, elevando a estimativa de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões. Em contrapartida, os analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Boletim Focus projetam um saldo de US$ 78 bilhões.