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O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), removeu o advogado Deivis Marcon Antunes da posição de diretor-presidente do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência). A decisão foi oficializada com a publicação do ato de exoneração no Diário Oficial na última quarta-feira (23).
A medida do chefe do executivo fluminense sucedeu o anúncio de renúncia de Antunes. Na mesma quarta-feira (23), o então diretor-presidente foi alvo de uma operação de busca e apreensão conduzida pela Polícia Federal em sua residência.
Batizada de 'Barco de Papel' e autorizada pela 6ª Vara Federal Criminal, a ação visou 'apurar a suspeita de operações financeiras irregulares que expuseram o patrimônio da autarquia, encarregada da gestão das aposentadorias e pensões dos servidores públicos estaduais, a um risco elevado e inconsistente com seus propósitos', conforme comunicado da Polícia Federal.
Além de Antunes, a Polícia Federal também realizou buscas nas residências de Eucherio Lerner Rodrigues, ex-diretor de Investimentos do Rioprevidência, e de Pedro Pinheiro Guerra Leal, que atuou como diretor interino de Investimentos.
Itens apreendidos
Durante as diligências, na residência de Antunes, foram apreendidos um carro de luxo blindado, R$ 7 mil em dinheiro, um pen drive, um relógio e diversos documentos para análise pericial. Já na moradia de Rodrigues, a Polícia Federal confiscou R$ 3,5 mil em espécie, um veículo de alto padrão, um telefone celular, notebooks, pen drives, HDs e outros documentos.
Desde o mês de novembro do ano anterior, a Polícia Federal tem investigado o investimento de R$ 970 milhões realizado pela Rioprevidência em títulos do Banco Master (letras financeiras). Esses aportes somam nove operações, efetuadas entre novembro de 2023 e julho de 2024.
A nota da Polícia Federal aponta que diretores do Rioprevidência e do Banco Master podem ter incorrido em 'crimes contra o sistema financeiro nacional, tais como gestão fraudulenta, desvio de fundos, indução de órgão público ao erro e fraude à fiscalização ou ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva'.
Previamente à renúncia e subsequente exoneração de Deivis Marcon Antunes, a Rioprevidência havia refutado quaisquer irregularidades, assegurando que os pagamentos destinados a aposentados e pensionistas pelo fundo de pensão único estavam sendo realizados 'normalmente'.