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A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro mobiliza mais de 27 batalhões nesta quinta-feira (13) em uma ampla série de operações no Rio e na Região Metropolitana para reprimir a expansão do Comando Vermelho (CV). As ações miram o combate ao roubo de cargas e de veículos, além de cumprir mandados de prisão.
Além da capital, as diligências cobrem cidades estratégicas como Niterói, São Gonçalo e diversos municípios da Baixada Fluminense, incluindo Duque de Caxias, Magé, Itaboraí, São João de Meriti e Queimados. O efetivo conta com o reforço fundamental do Comando de Operações Especiais (COE).
As forças de segurança atuam para desmantelar pontos de venda de drogas, apreender armamentos de grosso calibre e remover barricadas instaladas pelo crime organizado para impedir o acesso de agentes às comunidades.
Confrontos e prisões nas comunidades
Na Cidade de Deus, na Zona Sudoeste da capital, equipes foram recebidas a tiros. No confronto, dois suspeitos ficaram feridos e foram levados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge. Com eles, os policiais apreenderam uma pistola, uma granada, drogas e radiotransmissores.
Em Brás de Pina, na Zona Norte, agentes prenderam um homem na comunidade do Quitungo portando um fuzil AR-10. O detido é investigado por envolvimento no assassinato do sargento da PM Marco Antônio Matheus Maia, ocorrido em dezembro de 2024.
No Morro do Andaraí, as investidas visam conter os constantes tiroteios provocados pela disputa territorial entre grupos rivais. Já no Complexo do Chapadão, tropas atuam na desobstrução de vias utilizadas como rotas para o roubo de cargas. Na Vila Vintém e em Niterói, fuzis e suspeitos também foram interceptados.
Violência armada atinge marca histórica
A ofensiva militar ocorre logo após um trágico episódio em Vicente de Carvalho, onde a fonoaudióloga Aline de Siqueira Affonso, de 53 anos, foi atingida por uma bala perdida dentro de um ônibus durante um confronto armado.
Segundo dados do Instituto Fogo Cruzado, Aline foi a milésima pessoa baleada no Grande Rio no ano corrente. Até 12 de agosto, o levantamento contabilizou 537 mortos e 463 feridos por disparos na região metropolitana, resultando em uma média de quatro vítimas por dia.
Cerca de metade dos baleados na região foi registrada durante operações policiais. Carlos Nhanga, coordenador da ONG, ressalta que a violência armada transborda das comunidades e coloca toda a população em risco rotineiro, afetando até mesmo quem utiliza o transporte público diariamente.