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A Polícia Federal abriu investigações para apurar se a diminuição na circulação de ônibus durante o segundo turno das eleições, realizado no último domingo (25), dificultou o deslocamento de eleitores em vários estados do país.
O foco principal é esclarecer as circunstâncias da redução das frotas em Sergipe, São Paulo, Bahia, Alagoas e Piauí. O objetivo é verificar se houve intenção de impedir o voto.
Segundo o Código Eleitoral, atrapalhar o exercício do sufrágio pode resultar em pena de seis meses de detenção e multa para os responsáveis.
Durante coletiva de imprensa, o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da PF, Dennis Cali, destacou que o órgão atua em cooperação com o Ministério Público Eleitoral e tribunais regionais.
As equipes policiais continuam realizando diligências, oitivas e análises nos locais afetados para reunir provas e identificar eventuais culpados pelas falhas no transporte.
O imbróglio levou a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a solicitar a extensão do período de votação. STF e TSE atenderam ao pedido, estendendo o pleito por mais duas horas.
A corporação registrou diversos crimes eleitorais no mesmo dia, incluindo a instauração de inquéritos, termos circunstanciados e conduções de suspeitos às delegacias.