O Ministério das Relações Exteriores do Brasil recusou a concessão de vistos para dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos que pretendiam monitorar discussões sobre as urnas eletrônicas no país. A decisão ocorreu nesta sexta-feira (24) após o governo brasileiro interpretar a iniciativa americana como uma tentativa de instrumentalização política no contexto das eleições de outubro.

Os diplomatas barrados pelo Itamaraty foram o subsecretário Riley Barnes e o subsecretário adjunto Samuel Samson, ambos vinculados ao setor de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho do governo norte-americano.

Contexto e alegações

A solicitação de entrada no país gerou forte reação nas autoridades brasileiras por ocorrer logo após reuniões de políticos nacionais com diplomatas estrangeiros. Nesses encontros, foram levantadas suspeitas sem provas sobre o funcionamento do sistema de votação.

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Entre as declarações que motivaram o alerta, destaca-se a fala do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). Em evento com representantes internacionais em Brasília, o parlamentar afirmou falsamente que os equipamentos seriam fornecidos pela empresa venezuelana Smartmatic.

Posicionamento da Justiça Eleitoral

Em resposta, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou categoricamente qualquer vínculo com a referida empresa. O órgão reafirmou que os projetos de todos os equipamentos de votação são elaborados por técnicos da própria Justiça Eleitoral.

Além disso, o TSE destacou que a fabricação é realizada sob supervisão direta do tribunal por meio de licitações públicas transparentes, assegurando a segurança e a auditabilidade do processo democrático.

FONTE/CRÉDITOS: Com informações da Agência Brasil