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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (23) o bloqueio de até R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz. A ordem judicial também abrange a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial, além da suspensão de passaportes e a paralisação das atividades econômicas de empresas ligadas a ele.
A investigação conduzida pela Polícia Federal aponta suspeitas de lavagem de dinheiro em negócios com apostas esportivas, conhecidas como bets. A medida de indisponibilidade de bens alcança propriedades móveis, imóveis, embarcações e aeronaves do investigado, que mantém laços de amizade com o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL).
As sanções foram aplicadas após os investigadores identificarem que o alvo viajou para Miami, nos Estados Unidos. O deslocamento ocorreu após ele ser alvo de mandados de busca e apreensão na Operação Sem Desconto, que apura cobranças indevidas em benefícios e aposentadorias gerenciadas pelo INSS.
Órgãos como o Banco Central, a Comissão de Valores Mobiliários e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras serão formalmente acionados para cumprir os bloqueios. As instituições financeiras também deverão repassar dados detalhados, incluindo informações sobre a empresa Alcazar Holdings, com sede em Portugal.
A Agência Brasil tenta localizar a defesa do jurista para obter um posicionamento, mantendo o espaço reservado para eventuais manifestações.